
Abstrair-se das emoções e jogar, sobretudo nas nomeações, é a estratégia principal. Porém, há outras… que ela agora revela. A nível pessoal, a Casa valeu-lhe… saldar todas as dívidas e (re)começar do zero. Por isso, “valeu muito a pena!”.
Daniela S. foi uma das melhores jogadoras da segunda edição da Casa dos Segredos e a chave foi entrar a saber o jogo de trás para a frente. E é isso mesmo que a ex-concorrente aconselha aos próximos habitantes da Casa: “Eu tinha realmente estudado e acompanhado outras Casas, não só a portuguesa, mas também estrangeiras.
A verdade é que saber como é que o programa funciona ajuda e muito em missões e na estratégia das nomeações.” É nesta altura tão decisiva que, segundo Daniela, a cabeça tem de superar o coração. “Na altura das nomeações temos de nos abstrair um bocadinho do coração e jogar. Eu fui preparada para o jogo”, diz a concorrente que surpreendeu ao nomear Marco e Paulo, dois elementos do seu grupo. A este, a psicóloga ainda junta outros conselhos… “Leiam e decorem os mandamentos da Voz, porque é um trunfo muito grande.
Eu era a única que os sabia de cor e fartei-me de ganhar dinheiro com isso, porque a Voz, a qualquer altura, pode perguntar um dos mandamentos e se não souberem, perdem dinheiro. Outra coisa que é básica: nada é o que parece, mantenham essa frase na cabeça! Não vão conhecer pessoas, vão conhecer discursos que podem ou não ser verdadeiros e só com o tempo e com a observação de reações mais espontâneas é que criam uma ideia do que será essa pessoa fora da Casa”, tudo isto acompanhado de “muita paciência”.
Os conselhos de Daniela não se restringem ao que se passa dentro da Casa, pois o jogo também se reflete cá fora, e por isso avisa: “Qualquer pessoa que concorra tem de ter noção que não o está a fazer sozinha. Os mais próximos, amigos e família, também são arrastados para o mediatismo e todo o enredo do programa.
É preciso que tenham uma estrutura familiar muito equilibrada e que estejam preparados para isso. E preparem-se para estar ausentes quatro meses… Não deixem assuntos pendentes.” Embora se tenha mostrado tão racional, Daniela tem a certeza que num ponto ninguém se consegue preparar… “A nível emocional não dá minimamente para nos prepararmos, porque não se sabe quem é que vamos encontrar lá dentro.”
Todas as dívidas pagas
Daniela afirma que hoje, no que concerne a rotinas, o programa pouco mudou a sua vida, no entanto, graças ao dinheiro que ganhou, conseguiu saldar todas as dívidas e (re)começar do zero… “O que mudou mais foi as pessoas tratarem-me como se eu tivesse vivido em casa delas, de resto, tentei que não mudasse grande coisa. Hoje, as minhas rotinas, principalmente com a Mariana (n.r.: a filha), são as mesmas que eram antes de entrar na Casa.
Nos primeiros meses viajei muito, devido às presenças, mas desde o início do verão optei por ficar aqui em Torres Vedras, onde sou a cara e trato de toda a parte de organização de eventos da Discoteca Faraó. E, para mim, faz todo o sentido, porque é uma casa da minha terra. E em setembro volto a dar formação”, anuncia. Quanto ao dinheiro… “não fiquei rica, mas com os €10 mil do prémio, as presenças e os patrocínios… deu para cumprir o objetivo que era pagar todas as dívidas que tinha e começar do zero”.
Por tudo isto, conclui: “Foi muito duro, não só por causa das saudades da Mariana, que foi o principal, mas pela própria experiência em si, que nos faz alterar os nossos hábitos mais básicos, como a alimentação e o sono. Depois, somos obrigados a conviver com pessoas que têm educações e hábitos diferentes dos nossos e com quem nem sempre nos identificamos e somos constantemente postos à prova, e isso provoca um desgaste muito grande. Mas valeu muito a pena!”
